Os segredos do Cruzeiro para virada sobre Bahia, segundo Artur Jorge
A começar pela concentração. Na avaliação do comandante, a Raposa não precisou mudar o comportamento depois do tento sofrido porque já estava em alta. Sob esse mesmo aspecto, outro ponto destacado pelo treinador é a estabilidade psicológica após pênalti perdido pelo atacante Kaio Jorge – aos 17′ do segundo tempo, quando o empate por 1 a 1 estampava o placar.
“Não tem momento nenhum de virada. Estávamos atrás, até o próprio pênalti pode desestabilizar, mas a equipe se manteve focado na busca pelo objetivo. A equipe defendeu quando tinha que defender, atacou bem quando tinha que atacar. Mais uma vez fizemos três gols… Demonstra a forma como nós nos posicionamos e atacamos a baliza. Mas desde o primeiro minuto. Foi um jogo em que tivemos um comportamento”, iniciou.
Na etapa final, o Cruzeiro fez outros dois gols: o atacante Bruno Rodrigues marcou o da virada, aos 23′, e Kaio Jorge selou o triunfo celeste, aos 40′. Nos acréscimos, Alejo descontou, aos 49′. Mas, àquela altura, não havia tempo para muito mais. Os 60 pontos deixam a Raposa – em terceiro lugar na tabela de classificação do Brasileiro – com um pé na próxima edição da Copa Libertadores.
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Qual o segredo?
Na avaliação de Artur Jorge, o principal segredo para a virada é a competitividade interna. Além disso, salientou o treinador, há disciplina e boa compreensão dos papéis.
“O segredo é aquilo que temos tentado trazer para o Cruzeiro: competitividade interna, criar condições para termos competitividade e qualidade em cada treino. Para quando tivermos mudanças, termos jogadores para corresponder. Hoje tivemos cinco mudanças. Todos deram resposta muito boa. Seja quem jogou quase 90 minutos, o Víña, ou a última substituição, o Lucas Silva, todos em nível muito bom. Isso só se consegue quando treinamos bem, quando os jogadores se aplicam, estão pré-dispostos, entendem o papel que têm e sabem que quando são chamados têm que corresponder. Hoje tivemos tudo isso dos jogadores. Essa sequência só é possível quando temos consistência como equipe, não é do jogador A, B, C ou do treinador”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
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