Histórico! Cruzeiro reage de forma heroica, bate Corinthians nos pênaltis e é campeão da Libertadores

Histórico! Cruzeiro reage de forma heroica, bate Corinthians nos pênaltis e é campeão da Libertadores

A Raposa apostou em uma defesa mais numerosa – linha de cinco – para frear o principal ataque da competição. Mas o número por si só não resultou necessariamente em aumento da qualidade. O que se viu em campo na primeira etapa foi uma completa desorganização resultante sobretudo do comportamento do Corinthians, que sabia exatamente como confundir a marcação, aproveitar-se de espaços e jogar no erro do adversário.

Foi dessa forma que o Timão marcou os dois primeiros tentos da partida. Logo aos 3 minutos, a atacante Gabi Zanotti recebeu cruzamento livre de qualquer marcação e finalizou de cabeça. Posteriormente, aos 41, a meio-campista Vic Albuquerque interceptou saída de bola e acionou novamente a camisa 10, que ampliou com um toque. Quando tinha a bola, o Cruzeiro não sabia o que fazer. Parcial para ser apaga.

O intervalo mudou tudo. Não sem antes um pequeno susto. No segundo tempo, um indício quase instantâneo de que o cenário ruim permaneceria: Vic Albuquerque marcou o terceiro aos três minutos. Mas a missão do Timão não seria tão simples. As Cabulosas ainda mostrariam por qual motivo haviam chegado à decisão com 100% de aproveitamento e de forma incontestável.

Diferentemente do que havia ocorrido na etapa anterior, o Cruzeiro reagiu rapidamente e recuperou a esperança quando a atacante Byanca Brasil e a zagueira Vitória Calhau marcaram – aos 7′ e aos 13′, respectivamente. Vic Albuquerque chegou a fazer o quarto do Timão, aos 22′. Contudo, em momento algum, a Raposa deixou de acreditar – basta analisar os semblantes. A lateral-direita Ketlin descontou aos 29′, e a centroavante Letícia Ferreira deixou tudo igual aos 47′.

Pênaltis em Quito.

Próximo jogo do Cruzeiro

O Cruzeiro ainda não detalhou a programação para os próximos dias. No retorno a Belo Horizonte, voltará o foco para o Campeonato Mineiro. No próximo sábado (7/11), as Cabulosas disputam a ida da semifinal do Estadual, com o América, a partir das 15h, na Arena Frimisa, em Santa Luzia.

Cruzeiro na Copa das Campeãs

E, no ano que vem, haverá novidade no calendário. O título da Libertadores credenciou as Cabulosas para a Copa das Campeãs da Fifa, a ser disputada entre 26 e 31 de janeiro de 27, em Miami, nos Estados Unidos. A entidade máxima já divulgou a tabela: o adversário na semifinal é nada menos que o Barcelona, atual campeão da Champions League.

Cruzeiro x Corinthians

Cruzeiro abaixo, golpe imediato

Ciente do desafio, Jonas Urias promoveu mudanças na escalação na tentativa de reforçar o sistema defensivo. Tirou a meia-atacante Gaby Rodríguez para acionar a zagueira Giménez e substituiu a volante Capelinha, que vinha atuando de forma improvisada na primeira linha e correspondendo, pela zagueira Isadora. Pela primeira vez desde a janela de transferências do meio do ano, as defensoras mencionadas e Vitória Calhau iniciaram uma partida juntas.

Em campo, o Cruzeiro se dispôs com uma primeira linha composta por cinco atletas – as três zagueiras mencionadas anteriormente auxiliadas pela lateral-direita Letícia Alves e pela lateral-esquerda Gisseli. Via-se uma equipe reativa e jogando em bloco baixo. A intenção inicial era buscar espaços deixados pelas adversárias, especialmente por meio das jogadas em profundidade.

Apesar de ter tido quase meio time dedicado a abafar o último passe do rival e minar chances de finalização, a Raposa sofreu o primeiro golpe logo aos três minutos. Na ocasião, a lateral-direita Gi Fernandes recebeu na ponta e teve tempo de cruzar na boa para Gabi Zanotti. A atacante, completamente livre de marcação, aproveitou a desorganização da defesa celeste para carimbar a rede. Cabeceou e abriu o marcador: 1 a 0.

O Cruzeiro teve dificuldades para superar o baque de forma imediata e ainda viu o Corinthians sondar a grande área por alguns minutos. Depois de orientações do treinador e conversas entre as próprias jogadoras, a equipe celeste ‘saiu da casinha’. Manteve a linha de cinco, mas subiu o bloco e enfim conseguiu trabalhar a bola. Ainda assim, o espaço entre as zonas e os erros de passe impediam jogadas promissoras.

Àquela altura, prevalecia uma lição: diante do Corinthians, qualquer escorregão poderia ser fatal. Aos 28 minutos, o Timão aproveitou erro de passe no meio de campo e, mais uma vez, pegou a defesa desprevenida – a tônica do primeiro tempo. Duda Sampaio, meio-campista, percebeu a ultrapassagem de Tamires e a acionou. Sozinha, a lateral-esquerda invadiu a área, finalizou, mas não passou pela goleira Camila.

A primeira grande chance da Raposa foi sair apenas aos 31 minutos, quando a volante Bedoya soltou uma bomba de fora da área – passou rente ao travessão. Não seria suficiente para livrar o time da pressão. Lembra-se da possibilidade de castigo citada no parágrafo anterior?

O Cruzeiro escorregou e pagou caro. Na saída de bola, Isadora tentou encontrar Vitória Calhau e foi interceptada por Vic Albuquerque. A meio-campista tocou para dentro da área, Gabi Zanotti se antecipou e bateu de primeira para marcar o segundo do Corinthians, aos 41′: 2 a 0.

Um primeiro tempo completamente diferente de tudo o que a Raposa havia feito na Libertadores até então. Prevaleceram a insegurança e a desorganização defensiva e os erros nas criações das jogadas. Com o passar do tempo, o nervosismo se tornava cada vez mais evidente – nas tentativas de passe, nas faltas cometidas, nas reclamações assíduas e no semblante. Cenário propício para o Timão desfrutar e encaminhar uma vitória.

Cruzeiro vivo, pênaltis em Quito

No segundo tempo, indício quase instantâneo de que o cenário permaneceria. Mais uma vez, o Timão aproveitou buraco na primeira linha celeste. Dessa vez, Vic Albuquerque recebeu sozinha na grande área e bateu no contrapé de Camila, aos três minutos: 3 a 0.

Diferentemente do que havia ocorrido na etapa anterior, o Cruzeiro reagiu rapidamente – ressurgiria de uma maneira indescritível e heroica. Letícia Alves roubou bola na direita e lançou para a área. A atacante Marília tentou cabecear, mas não chegou a tempo. De qualquer forma, o movimento tirou a arqueira Lelê da jogada, e a também atacante Byanca Brasil teve a meta aberta para descontar, aos sete minutos: 3 a 1.

Mais intensa no futebol e no comportamento, a Raposa não se entregou. Pouco tempo depois, colheu os frutos e chegou a retomar a esperança. Marília recebeu passe longo, invadiu a área e sofreu falta de Lelê. Aos 13 minutos, Vitória Calhau bateu cruzado, no ângulo direito, sem chance para a goleira: 3 a 2.

De forma inegável, o Corinthians sentiu o baque. Mas, no momento em que crescia na partida, o Cruzeiro viu a defesa ser exposta mais uma vez. Na tentativa de afastar lançamento, a lateral-direita Ketlin entrou a bola para Letícia Monteiro orquestrar o ataque. Gi Fernandes teve espaço para descer e encontrar Vic Albuquerque. Novamente com um toque, a meio-campista deu respiro ao Timão: 4 a 2.

Para quem gosta de emoção, sobrou no segundo tempo. A escrita chega a ser repetitiva. Mas apenas reporta o contexto da partida. O Cruzeiro não estava morto, e Ketlin se redimiu. A lateral aproveitou cobrança de escanteio de Byanca Brasil, ganhou no alto e cabeceou cruzado, aos 29′: 4 a 3.

Logo na sequência, aos 30 minutos, Lelê desperdiçou o que seria o tento de empate. Livre e com o gol aberto, a centroavante ficou com a sobra da bola e tentou empurrá-la para a meta com um carrinho. Contudo, desviou a trajetória. Aos 33 minutos, a camisa 9 assustou mais uma vez: girou para cima da marcação, chutou de fora da área e tirou tinta do travessão. A verdade é que o tento estava sendo amadurecido. Aos 47′, recebeu cruzamento de Vanessinha, cabeceou, deixou tudo igual para o Cruzeiro e incendiou Quito ao levar a disputa para os pênaltis.

Pênaltis

  • Byanca Brasil: bateu no canto superior direito, gol do Cruzeiro
  • Vic Albuquerque: bateu a meia altura, à esquerda, gol do Corinthians
  • Letícia Ferreira: bateu no alto, no meio, gol do Cruzeiro
  • Duda Sampaio: bateu a meia altura, à direita, gol do Corinthians
  • Pri Back: bateu a meia altura, à direita, Lelê defendeu
  • Jaqueline: isolou
  • Michelle Romero: bateu no alto, à esquerda, gol do Cruzeiro
  • Belén Aquino: bateu a meia direita, à esquerda, gol do Corinthians
  • Vitória Calhau: bateu a meia altura, à direita, gol do Cruzeiro
  • Thais Ferreira: bateu no canto inferior direito, gol do Corinthians
  • Bedoya: isolou
  • Robledo: isolou
  • Milena: bateu alto, no meio, gol do Cruzeiro
  • Gi Fernandes: Camila defendeu

CRUZEIRO X CORINTHIANS

Cruzeiro

Camila; Letícia Alves (Milena, aos 43′ do 2ºT), Giménez, Isadora (Letícia Ferreira, aos 13′ do 2ºT), Vitória Calhau e Gisseli (Ketlin, aos 13′ do 2ºT); Bedoya, Ana Flávia (Pri Back, aos 13′ do 2ºT) e Vanessinha; Marília (Michelle Romero, aos 34′ do 2ºT) e Byanca Brasil. Técnico: Jonas Urias.

Corinthians

Lelê; Thais Ferreira, Thais Regina e Erika; Gi Fernandes, Day Rodríguez (Belén Aquino, aos 24′ do 2ºT), Duda Sampaio e Letícia Monteiro (Jaqueline, aos 15′ do 2ºT) e Tamires (Juliette, aos 38′ do 2ºT); Gabi Zanotti (Robledo, aos 38′ do 2ºT) e Vic Albuquerque. Técnica: Emily Lima.

  • Motivo: final da Copa Libertadores
  • Local: Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador
  • Gols: Gabi Zanotti, aos 3′ e aos 42′ do 1ºT (COR); Vic Albuquerque, aos 3′ e aos 22′ do 2ºT (COR); Byanca Brasil, aos 7′ do 2ºT (CRU); Vitória Calhau, aos 13′ do 2ºT (CRU); Ketlin, aos 29′ do 2ºT (CRU); Lelê, aos 47′ do 2ºT (CRU)
  • Árbitro: Dione Rissios-CHI
  • Assistentes: Leslie Vasquez-CHI e Yomara Salazar-CHI
  • VAR: Milagres Arruela-PER
  • Cartões amarelos: Day Rodríguez, aos 18′ do 2ºT (COR); Duda Sampaio, aos 24′ do 2ºT (COR); Bedoya, aos 40′ do 2ºT (CRU)
  • Cartão vermelho:
  • Público: não informado
  • Renda: não informado

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