Artur Jorge indica fator decisivo para derrota do Cruzeiro e justifica alterações
Artur Jorge utilizou a mesma estratégia da vitória por 3 a 1 sobre o Athletico-PR e manteve a formação com quatro meio-campistas (os volantes Lucas Romero, Gerson e Matheus Henrique e o armador Matheus Pereira) e dois atacantes (Keny Arroyo e Kaio Jorge). Mas foi justamente na faixa central do esquema que a equipe mais pecou. O que havia sido motivo de elogio do treinador na partida passada deixou a desejar dessa vez.
“Foi uma equipe idêntica à estrutura do Athletico-PR. A grande diferença para mim foi a distância com que nós permitimos os quatro meias trabalharem. Se lembrar do que disse no último jogo: ‘foi muito importante o encurtamento e a proximidade’.
Na avaliação da comissão técnica, os jogadores do Cruzeiro não conseguiram encurtar a marcação, ou seja, reduzir o tempo e o espaço de reação dos adversários quando tinham a bola. Quando esse primeiro balanço é atrasado, um outro defensor precisa se movimentar, gerando espaço para o rival. Com o sistema defensivo desordenado, o natural é que a defesa sempre chegue atrasada.
“É uma equipe que tem jogadores com dinâmica maior no corredor central. Tem também dois homens na construção, que carregavam para fazer superioridade nos quatro do meio-campo. E essa distância foi muito determinante para o resultado. Acabamos por ir sempre em compensação. Dentro das compensações, chegamos atrasados. Ao chegar atrasado, permitimos que o adversário ganhasse metros e tivesse o número de finalizações que teve – grande parte no corredor central, onde havia uma carreira aberta”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
O plano era impedir a construção do Santos logo na raiz. O que não deu certo. “Do jogo jogado, a grande diferença ou no que mais falhamos foi comprometermos os quatro homens jogar com a vontade que jogaram. Dessa forma, chegamos mais vezes atrasados aos duelos. Consequentemente, compensações em vez de impedirmos construções em zonas mais altas”, seguiu o comandante.
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Subsituições
No intervalo, Artur Jorge inverteu a formação: tirou um meio-campista (Lucas Romero) e acionou um atacante. Segundo o treinador, por dois motivos: questão médica – de acordo com a transmissão do Premiere, o volante alegou dores na panturrilha – e tática.
“A substituição que é feita tem ordem médica, mas também para tirar um meia e arriscar mais tendo um homem na frente. Íamos perder a igualdade numérica que tínhamos no meio e íamos obrigar a ter um zagueiro que pudesse crescer para igualar os quatro homens no meio adversário. Iríamos nos expor mais tendo mais situações de um para um. Procuramos e tentamos pressionar com três homens na frente, acrescentamos o Wesley”, justificou.
Ao longo do confronto, Artur Jorge ainda promoveu outras quatro alterações: o lateral-direito Fagner pelo atacante João Costa; os volantes Gerson e Matheus Henrique pelos também volantes Zé Lucas e Lucas Silva; e o ponta Keny Arroyo pelo atacante Lucho Rodríguez.
O treinador teceu breve elogio aos atletas acionados posteriormente. Também foi questionado sobre a falta de oportunidades a determinados jogadores – e usou o triunfo anterior, diante do Athletico-PR, para argumentar a manutenção dos 11 iniciais.
“Os jogadores que têm entrado bem continuam a entrar e a jogar o tempo possível. Jogamos com os mesmos 11 da última vitória, não sei se estavam a espera de grandes alterações. Quem joga e quem não joga é dar o melhor em treino para poder ser opção. No Cruzeiro, como em qualquer outra equipe, existem jogadores mais titulares – por qualidade, compromisso, empenho, por aquilo que é o normal dentro de um elenco quando não há 25 jogadores iguais”, finalizou.
Cruzeiro no Brasileiro
O Cruzeiro permanece em sexto lugar na tabela de classificação do Brasileiro, com 42 pontos, e não corre risco de ser ultrapassado na rodada. Como só tem a Série A no cronograma até o fim da temporada, volta a campo apenas em 20 de setembro (domingo), contra o Vitória, às 16h, no Barradão, em Salvador, pela 28ª rodada do torneio nacional.
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