O peso de Cruzeiro x Atlético para Artur Jorge: ‘Caminho mais curto’
O último baque da Raposa é recente. Na última quarta-feira (19/8), os celestes se despediram da competição continental ao perderem a partida de volta para o Flamengo, por 2 a 1. Saldo? Menos uma disputa no calendário e menos uma rota para voltar a disputar o torneio na próxima temporada.
No Campeonato Brasileiro, as contas para um troféu são mais complicadas. A arrancada ruim, composta por quatro empates e quatro derrotas nos primeiros oito jogos, praticamente tirou o Cruzeiro da disputa. Não é impossível, mas o clube já não depende apenas de si. Em quinto lugar, com 39 pontos, os celestes veem o Palmeiras se consolidar na ponta, com 51.
O aproveitamento desde a chegada de Artur Jorge é uma estatística animadora para o Cruzeiro se a meta for disputar a liderança da Primeira Divisão. A partir da nona rodada, quando o português assumiu o comando técnico, o clube estrelado é o que mais pontuou no torneio: 35 pontos, contra, por exemplo, 32 do Palmeiras e 31 do Flamengo, segundo colocado, com 45 pontos.
Artur Jorge não nega que a Copa do Brasil é o ‘caminho mais curto’. E mesmo sabendo das dificuldades da Série A (3% de chance, segundo o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais), também não a descarta. De acordo com o comandante, o grupo é capaz de manter as duas competições no radar.
“É um jogo importantíssimo, determinante para o nosso futuro imediato. Momento importante, uma vez que estamos fazendo as quartas, mais semifinais e finais, ou seja, faltam cinco jogos para poder conquistar um título. É o caminho mais curto se quisermos em relação à conquista de um título. Mas é só mais um. E não estou aqui para desconsiderar. Estou dizendo que temos a capacidade, pés assentos no chão, de pensarmos no Campeonato, como tem que ser, e na Copa da melhor forma”
Artur Jorge, técnico do Cruzeiro
E vaga na Libertadores?
O Brasileiro é uma das vias nacionais para a Libertadores. A princípio, os quatro primeiros colocados garantem vaga direta na fase de grupos. O quinto vai para a etapa preliminar. O G4 pode virar G6 se os campeões das atuais edições da Libertadores e da Copa Sul-Americana ocuparem uma das cinco colocações da Série A.
Há, ainda, a hipótese de “G9”. Isso porque o vencedor da Copa do Brasil também vai à fase de grupos, enquanto o vice se classifica para a etapa preliminar. Caso o ganhador já tenha espaço na Libertadores via Brasileiro, a vaga na etapa de grupos é destinada ao vice, que repassa a oportunidade na chamada ‘pré-Libertadores’ ao clube mais bem colocado na Série A. Se campeão e segundo da Copa do Brasil já estiverem no G4, a chance passa para o clube mais bem colocado na Série A, excluídos os já classificados.
Caso a Raposa encerre a Primeira Divisão entre os quatro primeiros, garante-se na etapa de grupo da Libertadores. Lembre-se: pode haver mais vagas por meio do Brasileiro a depender dos critérios detalhados anteriormente. A outra alternativa é o título da Copa do Brasil – ou o vice, caso o campeão já esteja classificado.
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