Jardim analisa empate do Flamengo e vê Cruzeiro ‘mais confiante’ com Artur Jorge
“Foi uma partida entre duas boas equipes. O resultado foi positivo, a ver o segundo jogo. Estamos no intervalo da disputa. Temos que voltar a repetir uma boa atuação em casa. Mas temos que ter atenção com a boa equipe do Cruzeiro”, destacou o português, que reencontrou o ex-time.
Como se podia imaginar, o duelo foi equilibrado, com ambos os times bem na marcação, mas sem deixarem de buscar o ataque. E a procura celeste pelo gol foi a primeira a ser encerrada.
Aos sete minutos do segundo tempo, o atacante Arroyo fez bela jogada individual e fez os cruzeirenses explodiram de emoção nas arquibancadas do Mineirão com o golaço que marcou. No entanto, a felicidade não durou muito.
Aos 21′, Lucas Paquetá, que havia entrado no minuto anterior, deixou tudo igual. Após cobrança de falta lateral, o centroavante Pedro cabeceou no travessão, e o meio-campista completou para o fundo da rede no rebote.
O empate deixou tudo em aberto para o jogo de volta, no qual o vencedor será o classificado às quartas de final – em caso de novo empate, a vaga será decida nos pênaltis. A partida será disputada na quarta-feira (19/8), às 21h30, no Maracanã.
Jardim falou em Cruzeiro “mais confiante”
Técnico do Cruzeiro em 2025, Leonardo Jardim deixou a Raposa de maneira polêmica e a reencontrou no Mineirão pela primeira vez nessa quarta-feira (13). Porém, 11 em março, já havia enfrentado o ex-clube.
Pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo recebeu o Cruzeiro no Maracanã e venceu por 2 a 0, com gols de Pedro e do meio-campista Carrascal. À época, o time mineiro ainda era treinado por Tite, que enfrentava pressão da torcida e foi demitido quatro dia após o jogo, em 15 de março.
No dia 22 do mesmo mês, foi anunciada a chegada do técnico Artur Jorge na Toca da Raposa. Após o duelo pela Libertadores, Leonardo Jardim explicou a diferença entre os times do Cruzeiro que enfrentou nesta temporada.
“São Cruzeiros que jogam em modelos diferentes. Hoje em dia o Cruzeiro joga em um modelo de marcação homem a homem, com o Tite não era assim. Neste momento está uma equipe mais confiante, os resultados mostram. Os jogadores continuam lá. Os que era os mais importantes continuam sendo, como o Gerson, Matheus Pereira, Kaio (Jorge) e Fabrício. São dois estilos diferentes, mas ambas equipes competitivas.”
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo
A saída de Jardim do Cruzeiro
Leonardo Jardim comandou o Cruzeiro entre fevereiro e dezembro de 2025 – a primeira passagem dele pelo Brasil. Logo no início do trabalho, o comandante português não conseguiu manter o time na disputa do Campeonato Mineiro (eliminado na semifinal) e caiu na fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Depois, com o respaldo da diretoria e o status de ‘manager’, fez mudanças que considerava essenciais, mexeu na equipe titular, bancando, inclusive, nomes estrelados, e entregou resultados. A Raposa cresceu de rendimento e se colocou na disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Contudo, não coroou as campanhas. No primeiro torneio, terminou em terceiro lugar. Do segundo, despediu-se na semifinal.
A partir do segundo semestre, Jardim já dava indícios de que não seguiria no comando do Cruzeiro. Ele demonstrou insatisfação com as longas viagens, com o calendário e com a arbitragem. Depois de amadurecer a ideia, comunicou à diretoria que sairia do clube. Pedro Lourenço chegou a dizer que tentou a permanência do português de várias formas, mas não obteve sucesso.
O problema encontrado pela torcida cruzeirense estava no discurso do comandante. Em mais de uma oportunidade, Leonardo Jardim disse que no Brasil só treinaria a Raposa. Mas não cumpriu a promessa e foi anunciado pelo Flamengo em março de 2026. A reação é passível de imaginação: xingamentos, coros de revolta nas arquibancadas e até mesmo a impressão do rosto do treinador em notas de 100 com os dizeres ‘mercenário’, ‘sabor ingratidão’ e outros.
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