Camila vai às lágrimas e faz forte desabafo após título do Cruzeiro na Libertadores

Camila vai às lágrimas e faz forte desabafo após título do Cruzeiro na Libertadores

Se a Raposa avançou ao mata-mata e ergueu a taça, Camila tem participação fundamental. Na fase de grupos, assegurou resultado em duas partidas. Na grande decisão, defendeu o pênalti da lateral-direita Gi Fernandes – o último das cobranças alternadas – e deu o título ao Cruzeiro.

Não deu para segurar as lágrimas, evidentemente. Em entrevista à CazéTV, Camila se lembrou dos momentos difíceis. E reiterou que evoluir era a única opção. Agora, vive um sonho.

“Não fui eu, foi Deus. Deus quis que eu estivesse aqui. Ele quis que eu pegasse o último pênalti e, principalmente, quis que eu não desistisse. Eu já errei muito nesse clube. Eu não esqueço de nada disso. Eu tento melhorar todos os dias. Era um sonho isso aqui”

Camila, goleira do Cruzeiro, à CazéTV

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Roteiro dramático

Quiseram as deusas do futebol que o roteiro da finalíssima fosse dramático. O Cruzeiro entrou em campo completamente apático e sofreu muito defensivamente – não à toa, sofreu dois tentos. A equipe dava indícios de nervosismo. Apesar de ter levado outro gol no início do segundo tempo, não desistiu. O semblante de cada um exibia confiança.

A Raposa se lançou ao ataque e entregou tudo que podia. Sobrou gana e resiliência. O quarto tento, o do empate, saiu aos 47 minutos. Naquele momento, o jogo virou. A delegação celeste roubou toda a confiança e foi para as cobranças muito mais leve. Depois de muita tensão, coroou a campanha.

E o que teve de diferente? Camila detalhou o que o grupo tratou como inegociável: acreditar até o último segundo. Dito e feito.

“A primeira coisa que a gente falou hoje quando chegou no vestiário foi que tinha que acreditar até o último segundo, porque ia ser difícil para caramba. A gente sabe da competitividade do Corinthians, não à toa ganhou isso aqui diversas vezes, é um time muito bom. Mas a gente veio com propósito diferente pela primeira vez. A gente se ajudou. Não foi à toa que a gente tomou quatro gols. Sinto até que tive erro em alguns, mas quis que as coisas acontecessem como aconteceu. Era para ser desse jeito e foi”

Camila, goleira do Cruzeiro, à CazéTV

A arqueira e todo o grupo precisarão de tempo para digerir a histórica noite deste sábado. As atletas que não puderam viajar porque estão entregues ao departamento médico também foram lembradas – a goleira Cláudia, as zagueiras Paloma Maciel e Tainara, a meio-campista Gaby Soares, a lateral-direita Laura e as atacantes Millene Fernandes e Ravenna.

“Eu estou incrédula que isso aconteceu, não acredito que a gente ganhou. Foi um ano difícil para mim, especialmente. Foi um ano difícil para a gente. A gente teve seis lesões (de LCA), as meninas que estão no Brasil e não puderam estar aqui hoje. A gente não acredita. Era só o que a gente queria: fazer as coisas de forma diferente”

Camila, goleira do Cruzeiro, à CazéTV

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