Atlético: Domínguez explica escolha por Scarpa e saída do meia no intervalo do clássico
A estratégia, no entanto, não funcionou — segundo Barba Domínguez, em razão da falta de movimentação com a posse de bola. Além disso, o Cruzeiro abriu o placar logo no começo, aos três minutos, em finalização de Kaio Jorge. O atacante rival fez um movimento nas costas do zagueiro Vitão e esticou o pé esquerdo na bola após receber cruzamento de Keny Arroyo.
“Com relação ao Scarpa, sabíamos que Gerson começaria jogando nesse espaço. Tentamos que Scarpa e Natanael começassem a fazer as trocas um por dentro e outro por fora. Como aconteceu na segunda etapa, com Minda, que soube jogar por fora nesses espaços. Poderíamos fazer melhores movimentações com a posse de bola”, explicou o treinador.
Os números de Scarpa no clássico
De acordo com o aplicativo SofaScore, Scarpa teve 40 ações com a bola no primeiro tempo. Foram 17 passes certos (74% de aproveitamento) e dois cruzamentos — um deles quase resultou no gol de empate de Reinier, que cabeceou a bola na trave aos 19 minutos. Defensivamente, o meia contribuiu pouco ao contabilizar somente uma recuperação de bola e uma interceptação.
Para a etapa final, Barba Domínguez colocou Alan Minda no lugar do camisa 10. Posicionado no lado direito, o equatoriano deu mais movimentação em cima de Lucas Villalba, lateral-esquerdo do Cruzeiro, e melhorou as ações ofensivas do Galo naquele setor. O comandante alvinegro analisou a mudança como um ajuste coletivo, sem considerar que Scarpa tenha feito um mau jogo.
“Não é que Scarpa jogou mal, mas não tivemos muita precisão na posse de bola. Eles foram muito mais agressivos, ganharam quase todos os duelos individuais e a partir dali qualquer análise sobre a situação que estávamos pensando não ia acontecer. Não é só pelo Scarpa. Foi uma situação coletiva que corrigimos na segunda etapa. Fomos mais fortes, agressivos, ganhamos mais duelos defensivos e ofensivos e criamos chances para empatar o jogo”, argumentou Domínguez.
Mudanças e desgaste físico rechaçado
A formação inicial do Galo diante do Cruzeiro contou com Gabriel Delfim; Natanael, Vitão, Lyanco e Renan Lodi; Alan Franco, Kevin Castaño, Gustavo Scarpa, Victor Hugo e Igor Gomes; Reinier.
No decorrer do confronto, Domínguez acionou Maycon, Minda, Léo Duarte, Bernard e Cauã Soares — com algumas alterações motivadas por lesão, casos de Vitão (choque de cabeça) e Reinier (dores na coxa).
Perguntado se poderia ter sido mais cauteloso nas escolhas pensando no duelo com o Grêmio, no domingo (1º/11), às 18h30, em Porto Alegre, pela ida das semifinais da Copa do Brasil, Eduardo Domínguez garantiu que o elenco estava descansado e pronto para o clássico.
“Se você olhar mais atrás, um time jogou contra o [Montevideo] City Torque, uma semana depois repetiu. No meio não jogou. Um time diferente jogou entre as partidas. Então chegamos com descanso. Temos jogadores jovens, qualificados, de seleção. Não só de qualidade técnica, mas física também. Estamos treinados e preparados para chegar bem no domingo”, concluiu o treinador.
Momento do Atlético
O revés para o Cruzeiro manteve o Atlético com 50 pontos, na sétima posição do Brasileirão. O foco do time são os mata-matas nas copas: disputará a final da Sul-Americana contra o Boca Juniors, em 21 de novembro, e pegará o Grêmio nas semifinais da Copa do Brasil, nos dias 1º e 7 do mesmo mês.
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