Jornalista traz posição do Estudiantes sobre escalação de Marcos Rojo contra o Flamengo na Libertadores
De acordo com o jornalista César Luis Merlo, em informação divulgada pelo portal argentino MDZ, o Estudiantes entregou sua manifestação dentro do prazo estipulado pela entidade sul-americana, negando qualquer irregularidade.
“Não existe nenhuma infração porque o jogador atuou autorizado por uma medida do TAS”, argumentou o clube de La Plata à Conmebol, conforme a publicação.
A defesa do Estudiantes também sustenta que uma eventual decisão contrária à inscrição de Rojo no futuro não poderia produzir efeitos retroativos. Na interpretação dos dirigentes argentinos, a medida liminar concedida pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) em 21 de outubro foi suficiente para garantir a validade legal da presença do atleta na partida disputada no Maracanã.
Entenda a cronologia do imbróglio
A controvérsia teve início em 9 de outubro, quando o Estudiantes solicitou a inscrição de Marcos Rojo como substituto de um atleta lesionado. O pedido ocorreu após o encerramento da janela de transferências na Argentina (ocorrido em 2 de setembro). Além disso, o Flamengo questiona o fato de o defensor ter atuado pelo Racing em partidas oficiais até 27 de setembro.
A Conmebol rejeitou o pedido de inscrição em 14 de outubro e manteve o indeferimento no dia seguinte por entender que a situação não atendia aos regulamentos da competição.
Diante das negativas da entidade sul-americana, o Estudiantes recorreu de emergência ao TAS, que concedeu a liminar autorizando a escalação do jogador na partida de volta da semifinal. A decisão provisória permitiu que Rojo fosse a campo, mas não julgou o mérito definitivo da regularidade da inscrição.
Reclamação do Flamengo e a posição do TAS
Após a classificação do Estudiantes nos pênaltis, o Flamengo entrou com uma representação na Conmebol solicitando sanções disciplinares e esportivas. O clube brasileiro se fundamenta no artigo 19 do Código Disciplinar da entidade — que prevê a declaração de derrota por 3 a 0 em casos de escalação irregular —, citando como precedente a punição imposta ao Santos no “caso Carlos Sánchez”, na Libertadores de 2018.
Em nota divulgada no sábado (24/10), o Rubro-Negro reiterou que a situação de Marcos Rojo não se enquadra nas exceções previstas nos regulamentos da Conmebol.
Por outro lado, segundo o jornalista Mauro Cezar Pereira, do portal UOL, o TAS rejeitou nesta segunda-feira um pedido suplementar do Estudiantes que tentava blindar o clube antecipadamente contra punições esportivas em caso de decisão desfavorável no mérito. Isso significa que a liminar permitiu que o jogador entrasse em campo, mas não isentou a equipe argentina de eventuais sanções futuras se o tribunal der razão ao Flamengo no julgamento final.
Cenário para a decisão da Libertadores
Até o momento, o TAS não agendou a audiência final para analisar o mérito da controvérsia. Enquanto a Conmebol avalia as alegações das duas partes, a vaga na final permanece confirmada para o clube argentino.
O Flamengo pressiona por um veredito antes da decisão da Libertadores, agendada para o dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. Contudo, não há qualquer decisão vigente que altere o resultado de campo ou retire a classificação do Estudiantes, que segue como adversário do Palmeiras na grande final.
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