Reforço do Cruzeiro, Viña lamenta tratamento da diretoria do River e confirma divisão de salário
Em um primeiro instante, Viña agradeceu à torcida do River Plate. Em diversas oportunidades, esclareceu que o aborrecimento é com pessoas que trabalham na diretoria do clube e pregou respeito à instituição.
“Muito largo o que aconteceu. Daqui a um tempo, eu vou escrever alguma coisa nas redes sociais para esclarecer o que houve. Mas quero agradecer à torcida do River, ao River, à instituição. Mas a discussão, o que aconteceu, foi tema de contrato”, iniciou o defensor.
Meta para compra fez River escantear Viña
Viña alegou que sempre trabalhou de forma profissional e não recebeu a mesma abordagem. Quando completou 14 jogos oficiais, perdeu espaço até nos treinamentos. Segundo ele, levou tempo considerável para que dirigentes ou treinador dessem a ele alguma resposta. O imbróglio é o seguinte: se completasse 50% dos minutos tidos pelo River Plate, o clube argentino teria que comprá-lo do Flamengo.
“Sempre fui profissional por lá, sempre que o time precisou estive à disposição. Acho que não comecei da melhor maneira, mas minha fase foi muito boa depois, tanto que fui para a Copa. Ninguém lá – quando falo ninguém, falo Di Carlo (Stéfano, presidente), Enzo Francescoli (diretor esportivo) – me falou nada da situação que ia viver depois. Depois de todas as travas que colocaram para eu sair. Estava à disposição de rescindir contrato para voltar para o Brasil”, continuou.
O lateral-esquerdo contou que abriu conversas para romper o vínculo, já que estava escanteado, mas o River Plate ‘não aceitava muitas coisas’. No mesmo momento, agradeceu ao Flamengo pela disposição para resolver os problemas.
“Também agradecer ao Flamengo, que se colocou à disposição para resolver a situação que vivia lá, que foi muito ruim. Mas o River não aceitava muita coisa, não entrava em acordo com o Flamengo e eu não conseguia sair”, seguiu.
Cruzeiro não arca com o salário de Viña
Na parte final do desabafo, Viña voltou a demonstrar irritação com os dirigentes do River Plate e alegou que não são dignos da instituição. O lateral-esquerdo considerou a movimentação do clube ruim, visto que ainda paga integralmente o salário – o Cruzeiro não terá que arcar com isso. O defensor queria nada mais que uma conversa franca e possibilidades.
“Tanto que se resolveu no último dia de mercado. Eles – não falo da instituição, o River é um grande clube -, mas tem gente que trabalha lá que não está à altura do nível da instituição. Tanto que eu tinha contrato até o fim do ano e estão me pagando salário só ele, o River Plate. Era a mesma coisa, era uma conversa, falar: ‘olha, a gente não vai te comprar, porque é uma obrigação, você não pode chegar a 50% dos minutos’, mas era só falar isso e eu encontraria uma solução para sair e ficar de boa e não como me trataram lá, numa situação muito ruim”
Matías Viña, lateral-esquerdo do Cruzeiro
Grato pela torcida do River, Viña deixou um recado e fez questão de dizer que não era ele o único a viver tal situação: “Agradecer ao Rriver, cada jogo que fiz, à torcida. A diretoria lá fez tudo oque aconteceu para atrapalhar todo mundo. Não só eu. 14 caras lá estavam treinando comigo na situação difícil”.
Ida à Copa contou com auxílio de profissionais de fora
Para ir à Copa do Mundo, Viña precisou contratar profissionais por fora, já que não tinha acesso à fisioterapia e à academia do clube. No processo, pessoas da Seleção Uruguaia também se fizeram importantes.
“Foi difícil. Não tinha fisioterapia, não tinha academia, tinha que em casa fazer uma rotina. Agradeço ao profe e ao fisio da seleção que me ajudaram a ter sequencia. Você vê o profissionalismo, porque não falo do clube nem da torcida, falo dos responsáveis. Não tive uma conversa com Di Carlo, com Francescoli, com Pablo Longoria (diretor). Foi uma semana ou duas depois que eu estava separado. O treinador (Coudet) me falou uma semana depois o que estava acontecendo, que não tinha a ver com a decisão. Eu respeito as decisões, nunca falei anda e prefiro falar pouco, porque não quero expor o clube, porque é um grande clube e não merece o que a diretoria faz por lá”
Matías Viña, novo lateral-esquerdo do Cruzeiro
Sequência do Cruzeiro com Viña
Depois de alguns jogos no segundo semestre, o departamento de futebol e a comissão técnica do Cruzeiro identificaram a necessidade de reforçar a lateral esquerda. Quando Kaiki e Kauã Prates foram negociados, Gabriel Rojas chegou, mas ainda não tomou posse da posição – prova disso é que o treinador Artur Jorge improvisa o zagueiro Lucas Villalba em diferentes ocasiões. A missão de Viña, portanto, é dar consistência defensiva ao time e disputar posição com outros dois atletas.
O reforço tem 11 partidas para se provar. Em dezembro, quando o contrato de empréstimo que o Cruzeiro assinou com o Flamengo chegar ao fim, a diretoria avaliará se exercerá a opção de compra prevista no vínculo.
Viña está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) e, portanto, apto a atuar. O próximo jogo da Raposa é neste domingo (20/9), contra o Vitória, às 16h, no Barradão, em Salvador, pela 28ª rodada do Brasileiro
Jogos restantes do Cruzeiro
- 28ª rodada: Vitória x Cruzeiro – 20/9 – 16h
- 29ª rodada: Cruzeiro x São Paulo – 7/10 – 21h30
- 30ª rodada: Bragantino x Cruzeiro – 12/10 – 21h
- 31ª rodada: Grêmio x Cruzeiro – a confirmar
- 32ª rodada: Cruzeiro x Remo – a confirmar
- 33ª rodada: Atlético x Cruzeiro – a confirmar
- 34ª rodada: Cruzeiro x Bahia – a confirmar
- 35ª rodada: Cruzeiro x Palmeiras – a confirmar
- 36ª rodada: Chapecoense x Cruzeiro – a confirmar
- 37ª rodada: Fluminense x Cruzeiro – a confirmar
- 38ª rodada: Cruzeiro x Internacional – a confirmar, previsto para 2/12
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