Cruzeiro: Artur Jorge explica ideia em substituições de Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge
O Cruzeiro vencia por 1 a 0, mas o panorama mudou aos 15 minutos da etapa final, quando o lateral-esquerdo Lucas Villalba foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. Com um jogador a menos, Artur Jorge precisou reorganizar o Cruzeiro para os 40 minutos restantes (incluindo os acréscimos).
Aos 20, o treinador promoveu uma mudança tripla: Gerson deu lugar a Rojas, Matheus Pereira saiu para a entrada de Matheus Henrique e Kaio Jorge foi substituído por Villareal.
A partir daí, o Atlético aumentou a pressão. Mesmo com o Cruzeiro conseguindo se defender por boa parte do período, o Galo encontrou os espaços na reta final e virou com participação decisiva de Fred. Aos 31 minutos, o meio-campista deu passe para Victor Hugo empatar. Aos 44, Fred recebeu do próprio Victor Hugo e acertou um chute colocado para fazer o segundo.
Artur Jorge explica mudanças no Cruzeiro
Na entrevista coletiva após a eliminação, Artur Jorge explicou que as substituições foram diretamente influenciadas pela expulsão de Villalba e por um pedido de Gerson para deixar o campo.
Segundo o treinador, o meia sentiu um desconforto e pediu para sair. Como o Cruzeiro tinha apenas duas janelas de substituição disponíveis naquele momento, a comissão técnica precisou tomar decisões pensando na estrutura da equipe para os minutos finais.
“Quando nós sofremos essa expulsão, nós ficamos com uma janela de substituição a fazer. Faltavam 30 minutos para o final do jogo. Tivemos um pedido do Gerson para sair, que estava a sentir desconforto e pediu para sair. Portanto, nós tínhamos que agir imediatamente naquele momento.”
Recompor o lado esquerdo
Artur Jorge afirmou que a prioridade era recompor o lado esquerdo sem abandonar completamente a possibilidade de atacar. A ideia, de acordo com o português, era formar uma espécie de linha de cinco quando o Atlético se aproximasse da área e manter jogadores velozes para explorar os contra-ataques.
“A ideia foi trocarmos o lateral, que precisávamos ter um lateral esquerdo. Trocamos diretamente o Gerson pelo Matheus Henrique. E podíamos ter o Kenji que nos fizesse o corredor do lado esquerdo.”
Busca por transições rápidas
O treinador explicou ainda que pretendia manter três jogadores com capacidade de acelerar as transições, buscando as costas da defesa atleticana mesmo com a inferioridade numérica.
“Ter transições rápidas, ter homens na frente rápidos para conseguir ganhar as costas da defesa contrária, continuar a ter ou tentar ter verticalidade através destes três homens.”
Cruzeiro tentou resistir com um jogador a menos
Depois da expulsão de Villalba, o Cruzeiro passou a atuar mais recuado e praticamente abdicou da pressão que havia conseguido exercer no primeiro tempo. A equipe tinha a vantagem no placar e precisava administrar o resultado para avançar à semifinal.
O cenário ficou ainda mais delicado porque o Atlético passou a correr mais riscos. Eduardo Domínguez colocou Alan Minda e Victor Hugo em campo e aumentou a presença ofensiva da equipe.
O Cruzeiro, por sua vez, tentou transformar a equipe em uma formação mais defensiva, mas sem abrir mão de jogadores capazes de acelerar quando recuperasse a bola.
A estratégia funcionou durante parte do segundo tempo. O Atlético teve dificuldades para transformar a superioridade numérica em gol e só conseguiu furar a defesa celeste na reta final.
No entanto, os dois gols de Fred e Victor Hugo consumaram a virada atleticana e eliminaram o Cruzeiro da Copa do Brasil.
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